Terceira da Série: criamos um blog para colocar foco nestes professores que merecem admiração. Não são super herois nem super heroínas, nada disso, são professores da rede de ensino do Rio de Janeiro, que insistem em desconsiderar os obstáculos e as limitações e vão seguindo e inovando em sua prática; cada dia como se fosse o primeiro.Vamos conversar?
Nossa conversa é com a professora Lilian Luzia Mattos de Andrade Fidanza, do CIEP Samora Machel, na Nova Holanda, Complexo da Maré.
As nossas conversas, geralmente começam pedindo aos professores entrevistados, um conselho para quem está começando na profissão e as palavras da Lilian foram bem certeiras:
“Escolha uma profissão que se levantar da cama, valha o esforço. E mesmo tendo percalços, você se sinta capaz de resolvê-los ou ao menos eles não a impeçam de acordar cedo e serena no dia seguinte para mais um dia.”
Acho que era essa certeza que já aparecia no sorriso dela,
quando se formou e se tornou professora.
Continuando a nossa conversa.
Já diziam que quando uma parte da estrutura se mexe, todo o restante da estrutura se acomoda ao novo formato, certo? Com a Lilian, aconteceu algo parecido, em sua aproximação com a tecnologia.
“Eu era super leiga na parte tecnológica aos 36 anos e mal sabia fazer um e-mail. Fiz um cursinho de férias na faculdade Estácio. Soube de uma pós-graduação na UNICARIOCA, de Docência do Ensino Superior em Informática Educativa; paguei toda a pós de uma só vez para não ter como desistir.
Minha filha era bem pequena e eu “perdia" meus sábados nas aulas da pós, mas foi uma maneira de incentivar meu marido a concluir a sua graduação em Educação Física. Ele protelava, pois estava em outra área, mas por outro lado, não parecia nada satisfeito, então, resolvi concluir a minha pós-graduação, para estimulá-lo e funcionou!!! Ele se formou, hoje trabalha em academia e é personal trainer, acorda feliz e tem demonstrado muita satisfação na sua escolha!
Eu concluí a pós com muuuuita, muita ajuda dos colegas da UNICARIOCA! Na época sabia um pouquinho até de robótica, mas hoje em dia, só faço o básico no computador. Tenho até deixado ele meio de lado e uso mais o celular. ”
Enfim, a Lilian segue uma tendência que é termos a tecnologia cada vez mais presente e menos aparente. E o celular é prova disso. É natural usar o celular e ninguém faz curso para aprender a usar – simplificando cada vez mais no cotidiano das pessoas.
Apesar desse convívio tão frequente com a tecnologia, resta perguntar: E na escola? Como é o uso da tecnologia na sua prática pedagógica?
“Faço avaliações no computador, pesquiso e adapto atividades, imprimo em casa para virarem tarefas de casa aos alunos. Essas atividades são pequenas e lúdicas e de fácil execução e as crianças podem fazer sem auxílio de um adulto; é mais para criar responsabilidade.
Sinto bastante falta de levar os alunos na sala de informática, pois o uso desta tecnologia minimizaria muitas dificuldades apresentadas na sala de aula nesta fase de alfabetização! ”
Tempo no magistério, desde 1986, no CIEP Samora Machel.
“Um ano e meio na creche Acalanto em Botafogo assim q me formei; tinha passado para o município, mas ainda não tinha sido chamada e depois, no CIEP Samora Machel há 29 anos.
Uma trajetória profissional com muitas imagens
Momentos da sua vida profissional, imagens que contam um pouco de sua atuação como professora – foi o pedido da Professora Lilian, que aos 48 anos, tira fotos dos alunos, registrando os fatos mais marcantes, fotografa funcionários da escola, os passeios e, todo final de ano , entrega um CD com as fotos para cada aluno ter como lembrança daquele ano! Algumas vezes, mostrou as fotos ainda durante o ano para os alunos ou para os responsáveis nas reuniões de pais e sempre costuma ser um momento de muita descontração! Eis alguns dos registros.
Nossa conversa é com a professora Lilian Luzia Mattos de Andrade Fidanza, do CIEP Samora Machel, na Nova Holanda, Complexo da Maré.
As nossas conversas, geralmente começam pedindo aos professores entrevistados, um conselho para quem está começando na profissão e as palavras da Lilian foram bem certeiras:
“Escolha uma profissão que se levantar da cama, valha o esforço. E mesmo tendo percalços, você se sinta capaz de resolvê-los ou ao menos eles não a impeçam de acordar cedo e serena no dia seguinte para mais um dia.”
Acho que era essa certeza que já aparecia no sorriso dela, quando se formou e se tornou professora.
Continuando a nossa conversa.
Já diziam que quando uma parte da estrutura se mexe, todo o restante da estrutura se acomoda ao novo formato, certo? Com a Lilian, aconteceu algo parecido, em sua aproximação com a tecnologia.
“Eu era super leiga na parte tecnológica aos 36 anos e mal sabia fazer um e-mail. Fiz um cursinho de férias na faculdade Estácio. Soube de uma pós-graduação na UNICARIOCA, de Docência do Ensino Superior em Informática Educativa; paguei toda a pós de uma só vez para não ter como desistir.
Minha filha era bem pequena e eu “perdia" meus sábados nas aulas da pós, mas foi uma maneira de incentivar meu marido a concluir a sua graduação em Educação Física. Ele protelava, pois estava em outra área, mas por outro lado, não parecia nada satisfeito, então, resolvi concluir a minha pós-graduação, para estimulá-lo e funcionou!!! Ele se formou, hoje trabalha em academia e é personal trainer, acorda feliz e tem demonstrado muita satisfação na sua escolha!
Eu concluí a pós com muuuuita, muita ajuda dos colegas da UNICARIOCA! Na época sabia um pouquinho até de robótica, mas hoje em dia, só faço o básico no computador. Tenho até deixado ele meio de lado e uso mais o celular. ”
Enfim, a Lilian segue uma tendência que é termos a tecnologia cada vez mais presente e menos aparente. E o celular é prova disso. É natural usar o celular e ninguém faz curso para aprender a usar – simplificando cada vez mais no cotidiano das pessoas.
Apesar desse convívio tão frequente com a tecnologia, resta perguntar: E na escola? Como é o uso da tecnologia na sua prática pedagógica?
“Faço avaliações no computador, pesquiso e adapto atividades, imprimo em casa para virarem tarefas de casa aos alunos. Essas atividades são pequenas e lúdicas e de fácil execução e as crianças podem fazer sem auxílio de um adulto; é mais para criar responsabilidade.
Sinto bastante falta de levar os alunos na sala de informática, pois o uso desta tecnologia minimizaria muitas dificuldades apresentadas na sala de aula nesta fase de alfabetização! ”
Tempo no magistério, desde 1986, no CIEP Samora Machel.
“Um ano e meio na creche Acalanto em Botafogo assim q me formei; tinha passado para o município, mas ainda não tinha sido chamada e depois, no CIEP Samora Machel há 29 anos.
Uma trajetória profissional com muitas imagens
Momentos da sua vida profissional, imagens que contam um pouco de sua atuação como professora – foi o pedido da Professora Lilian, que aos 48 anos, tira fotos dos alunos, registrando os fatos mais marcantes, fotografa funcionários da escola, os passeios e, todo final de ano , entrega um CD com as fotos para cada aluno ter como lembrança daquele ano! Algumas vezes, mostrou as fotos ainda durante o ano para os alunos ou para os responsáveis nas reuniões de pais e sempre costuma ser um momento de muita descontração! Eis alguns dos registros.







Linda!! Estudei no Samora Machel com a Lilian de 2000 a 2003, foram os melhores anos da época escolar! Ela me ajudou a construir o que sou hoje, pois além de aprender a ler e escrever corretamente, ciências e 'estudos sociais' como era chamada a parte de geografia e história, ela nos ensinava a educação, que por mais que venha "de casa", as famílias da Maré não têm uma estrutura correta de educação. Nos ensinava a sermos pessoas melhores, de bem e a conquistar nossos objetivos com sabedoria e responsabilidade. Parabéns Lilian!
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