segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Conversa com Cecilia Pinheiro - Blog 1

Blog 1 – Um cafezinho com a Cecília Pinheiro.

O nosso “Vamos conversar ” de hoje virou uma quadrilogia, de tanta conversa que gerou. Como penso que textos longos, não são a preferência nacional, vamos contar a nossa conversa em quatro blogs seguidos. Cada um sobre um tema diferente. Vamos lá!

Conversamos com a Cecília Pinheiro, uma jovem pedagoga, que tive a sorte de conhecer em Petrópolis, na escola Alto Independência, onde é coordenadora pedagógica.

E, como gosto de fazer, inovei! Pedi a ela um conselho a quem já está no magistério há muito tempo e que caiu naquela rotina aprisionante.

“Vamos lá! Iniciando uma conversa... Um conselho para professores que já estão há algum tempo no magistério e se encontram acorrentados a culturas engessadas.

Primeiramente, o investimento pessoal!  Buscar formações, principalmente naquelas áreas que mais angustiam e tiram a gente da zona de conforto.
Participar de formações que levem esta discussão à tona, favorece um olhar reflexivo, pois partindo de outras vozes e de outros parceiros, juntamente com o embasamento teórico, nos oferece repertório para lidar de forma mais intencional com possíveis problemas. Mas um aspecto importante é estar disposto a investir na formação de forma dialógica com a teoria e com os parceiros de formação, pois muitas vezes nossos paradigmas não nos permitem aprofundamento e ficamos atuando superficialmente no papel de professor pesquisador. ”

Há algum tema que, em sua opinião, daria uma boa sacudida nos "deitados em berço esplêndido"?

“Acredito que o tema que mais mexe com a zona de conforto é qualquer proposta de reconstrução das práticas, sejam elas pedagógicas, de gestão, ou até mesmo de espaço. Hoje, muitas vezes vemos práticas que reproduzem o que nós professores fomos como alunos, porém é necessário reestruturar este fazer e muitas vezes levar esta proposta abala a segurança e mexe muito com o ambiente escolar. Essa reestruturação por exemplo, quando mexe com o que chega em sala de aula, como um currículo, uma proposta curricular, isso deixa as equipes de cabelo em pé, pois quando muda isso, mexe com a rotina e rotina mexe com planejamento e planejamento é algo ainda a ser discutido em formação e ainda é polêmico (rs).

Continua...

Conversa com Cecilia Pinheiro - Blog 2

Blog 2 – Almoçando com Cecília Pinheiro 

“Ah! Não sei se posso ir falando assim, quando vier algo na cabeça, mas uma coisa que lembrei que mexe muito com professores já enraizados nas culturas dominantes da educação é o famoso livro didático!! Este tema gera desestabilização, quando mexido. ” 

Peço que explique mais como se dá e por que se dá a desestabilização? 

 “O livro didático foi ao longo do tempo se estabelecendo como uma "muleta" para os professores. Eu mesma já o utilizei dessa forma. Ele decide sobre o que será dado ao longo de um ano letivo e o trabalho era de apenas dividir o índice em 4 bimestres. Hoje, depois de formações, trocas de experiências, consigo enxergar o livro didático como UM dos recursos de que posso abrir mão em sala de aula, mas não mais o único e predominante! Alguns professores, porém, encontram dificuldades em ampliar esta visão, a respeito dessa ferramenta, pois a mudança desse pensamento precisa vir acompanhada de estudos, pesquisas e formação, pois não basta não utilizar o livro, mas resignificar seu uso."

Acho que durante muito tempo e nem sei se ainda é assim, comento eu, o livro didático funcionava como meta pedagógica anual - usou todo o livro, dever cumprido! E o pior é q essa meta valia para os pais também, como prova de um retorno de investimento. 

Para nós hoje em dia, isso pode parecer absurdo, mas era uma "prova" de serviço prestado. É preciso que o professor atual saiba circular pelos diferentes recursos que tem em mãos, inclusive pelos livros, mas ele não pode deixar as famílias de fora desse seu 
caminhar e deve tê-la ao seu lado na aprendizagem do aluno, concorda? 

 “Claro...concordo! A ideia é exatamente a de perpassar pelos diferentes recursos e não se apoiar em um único. Para mim, o problema de se apoiar só no livro é a distância entre o conteúdo ali apresentado e a realidade dos alunos. É preciso fazer a ligação entre estes aspectos, para não cairmos no jargão: eu finjo que ensino e você finge que aprende. 

Minha última aula, seguindo o livro seria o Pantanal, e me questionei: mas essas crianças tão privadas culturalmente, que pouco conhecem do seu bairro, como apresentarei o Pantanal em uma dúzia de páginas do livro didático? Por outro lado, deixar de apresentar só porque não conhecem é totalmente negligente e irresponsável. 

Parti então, para um levantamento de conhecimento: o que sabiam sobre o Pantanal e fui anotando no quadro. E estas foram as falas dos alunos do meu quarto ano. 



Com as ideias em mãos, analisei o quanto o livro didático me auxiliaria e vi que muitas dúvidas não seriam sanadas só com o que o livro me trazia. Parti para pesquisas de vídeos, por acreditar que visualizando eles poderiam se aproximar do objeto de estudos. Passei para eles documentários, Globo Repórter, clipes de músicas, etc. tudo em cima dos levantamentos iniciais. Era preciso fazer uma avaliação ao final.do bimestre e pedi que escrevessem o que aprenderam e você tem que ver que lindos os textos. Essa prática resignificou o conteúdo do livro, partindo da escuta dos alunos e me senti muito feliz com o resultado! 

Outro exemplo foi com as camadas da Terra. Uma aula gostosa, partindo do livro didático, passando pelo registro no caderno e chegando no bolo...feito especialmente para eles!



 "Desculpe pela empolgação dessa vez!! 1,000 mensagens! ” 

 Eu, particularmente, adorei a empolgação, pois acredito que é isso que nos move. Assisti uma entrevista do Matt Damon, espetacular ator, que calou a entrevistadora que insinuava que os professores não deveriam ter estabilidade, pois essa condição profissional os fazia preguiçosos. Ele acabou com a entrevistadora, perguntando se ela achava que ele trabalhava duro porque ator não tinha estabilidade; ele disse que trabalhava duro, porque ser ator era o que ele queria fazer. Da mesma forma, perguntou ele à moça que o entrevistava, você acha que a estabilidade torna os professores preguiçosos? Uma pessoa que aceita ter um salário péssimo (parece que lá também é assim), que trabalha duro tantas horas, não faz isso, a menos que ame o que faz! Acabou a entrevista e a nossa conversa continua no Blog 3. (https://www.facebook.com/122275871138101/videos/1175838962448448/)

Conversa com Cecilia Pinheiro - Blog 3

Blog 3: Hora do lanche

Para a hora do lanche, uma provocação pedagógica para a Cecília Pinheiro, sobre um escrito da Jaqueline Moss:   - "Reinventar a escola dialogando com a cidade e a comunidade." - a pedagoga diz também que devemos buscar a concepção de escola que interfere no mundo. Não há uma certa oposição entre as duas ideias? Não há o risco de as pessoas entenderem que dialogar seja sinônimo de só adaptar a escola à cidade e à comunidade? Você acha que reinventar a escola deve começar pela sua escuta da comunidade e da cidade? O que a escola levaria para esse diálogo, como proposta para o desenvolvimento das crianças? Livre pensar...

Sobre reinventar a escola e a citação da Jaqueline Mool, esta foi uma questão que me levou a muitas e muitas reflexões, até pelo o que estou vivendo na minha vida profissional. Acredito que o diálogo entre escola e comunidade precisa existir e que é preciso desconstruir a visão de diálogo somente como uma forma de reproduzir dentro da escola o que eles já vivem lá fora. Isso para mim não é dialogar com a comunidade e sim, reproduzi-la, e muitas vezes didatizá-la.

Quando falamos em ouvir a comunidade pensamos logo em algo fora do muro da escola e às vezes esquecemos que lá dentro da escola já atendemos a comunidade, os alunos, os pais, os funcionários que moram na escola. Ouvir estes sujeitos nos dá muita indicação do que pensam e sobre como agem em sua comunidade.
Reinventar a escola para mim, começa com a escuta das pessoas que compõem aquela escola, afinal escola são pessoas e só é possível mudança, quando estas pessoas mudam. 

Quando se abrem escutas no ambiente escolar, muitas situações da comunidade e da cidade surgem e aí entra a intervenção coletiva: o que nós, enquanto escola podemos fazer? E muitas ideias surgem e então não se delimita a escola somente como espaço de aprendizagem; ele se amplia e o dialogo efetivamente acontece...

Reinventar para mim não é somente levar o contexto da comunidade para a sala de aula e sim buscar na escola, formas para agir efetivamente sobre este contexto e isso constrói nos alunos uma identidade cidadã de fato; muitos passam de agentes de observação da realidade para agentes de transformação. Isso é fazer uma educação emancipatória!  É isso que venho buscando, pois, a proposta de educação, como ferramenta emancipatória amplia a ação, gerando reflexos para a comunidade e para a cidade. ”

É um lindo e longo caminho, que se pode fazer com alegria, penso eu.

Voltando um pouquinho sobre o diálogo escola X comunidade. O lixo na comunidade tem nos deixado muito incomodados. Primeiramente, nós do Núcleo do Projeto Independência*, fomos à rua, conversamos com algumas pessoas, pegamos telefones dos responsáveis pela coleta e agora estamos mobilizando os alunos para levar esta conscientização para suas casas. Eles irão escrever cartas para os órgãos responsáveis, questionando a regularidade da coleta e produzir panfletos de conscientização para distribuirmos no bairro.

Nossa rua em frente à escola fica assim

*     Na semana que as professoras do Núcleo foram até as pessoas na rua, e começaram a questionar algumas pessoas responsáveis pela coleta, a retirada do lixo aconteceu como nunca e a rua ficou assim, sem lixo.



Esta situação não é regular, então vamos envolver a comunidade, tanto na conscientização sobre o descarte do lixo, como na cobrança do direito à coleta, mostrando a eles os malefícios desta situação, tornar foco de estudo e de intervenção."


Nota da entrevistada sobre o que é o Núcleo e o Projeto Independência.

"O Núcleo do Projeto Independência foi formado em julho deste ano e foi formado por professores que desejaram fazer parte do projeto Independência O Núcleo hoje é composto de 06 pessoas, que são:  um representante da Secretaria de Educação de Petrópolis, um representante de uma universidade local e a equipe gestora da escola
O Projeto Independência visa a uma reconfiguração da prática escolar, partindo da autonomia, do rompimento da ideia de seriação e do repensar práticas de avaliação."

Conversa com Cecilia Pinheiro - Blog 4

Blog 4: Hora do jantar, com literatura.

Vamos ao seu trajeto pessoal e profissional. Qual é o seu legado à educação e qual o capítulo seguinte?
“O meu legado para a educação, acredito que seja eu ter conseguido disseminar entre as escolas por onde passei o pensamento de que quando algo não vai bem na educação é possível assumir um caminho alternativo; sempre há outra forma de fazer. Costumo dizer que prefiro os incomodados aos acomodados. “

Você e a literatura. Acho que está na hora da literatura entrar na conversa, afinal você é autora de livros infantis. O que dizem os livros? Como tudo começou?
“    "Obaaa!!!
*   Meu contato com o universo literário começou ainda na infância. Sempre gostei de ler, de ouvir histórias e de escrever. Tinha vários cadernos com textos que inventava, poesias. Trouxe esse encanto pela literatura para minha vida profissional enquanto educadora.
*    Sempre vi na literatura uma possibilidade de levar algo a mais para meus alunos e sempre li muito para eles em minhas aulas. Passei a escrever histórias para eles e depois que as usava em sala de aula, deixava engavetadas, guardadinhas. Escrevia histórias também para meus filhos, Ana Clara e Rafael.
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Os amigos que liam as histórias sempre me incentivavam a publicá-las e em 2014, apresentei uma das histórias para uma editora aqui de Petrópolis. Alguns dias depois, recebi a notícia de que gostariam de publicar meu livro. Fui tomada de uma felicidade sem tamanho!!! 
Assim, além de leitora, me conectei com o mundo da literatura como escritora."
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*    "Este foi meu primeiro livro."   
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"

Em https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif2015, já em outra editora lancei meu segundo livro na Bienal do Rio. Nos dois livros as ilustrações foram feitas por uma ex-aluna que sempre demonstrou talento para desenhar."

E o que as crianças preferem nos livros? Histórias de fantasia, as que tratam de assuntos atuais, as que abordam temas como medo, morte?

“Vejo que as crianças gostam muito de leituras de diversos temas, mas vejo que os temas dos sentimentos atraem as crianças e também os pais, pois se aproximam desses sentimentos dos pequenos, através da leitura.
No meu segundo livro, que fala sobre medo, já tive algumas devolutivas de alguns pais, dizendo que foi importante ter um livro falando sobre este sentimento. Uma das mães agradeceu muito, dizendo que o livro foi um presente para ela, enquanto mãe. “

Hoje a interatividade chegou aos livros e há muitas experiências que colocam as crianças na coautoria. O que você acha? Pensa em escrever algo nessa linha?

“Penso nisso sim! Hoje em dia nas livrarias existem livros tão atraentes, porém me preocupo com a qualidade literária. Faria um livro assim, com características de interatividade, se a qualidade literária sobressaísse, fosse o foco. A qualidade estética é fundamental, muitas vezes até para a escolha da aquisição do livro por parte dos consumidores, mas venho percebendo as famílias que consomem literatura, mais críticas em relação a isso. “

Acho que estamos fechando com chave de ouro. Quer dizer alguma coisa no fechamento?

“Bom. É sempre bom fechar algo, deixando reflexões e a minha reflexão atual, entre tantas, é como ampliar nossa rede de conhecimentos, seja teórica ou prática, buscando uma educação significativa e emancipatória, onde a voz do aluno dialogue com a do professor, superando assim o já engessado monólogo, que muitos professores vivenciam diariamente. Que os professores achem novos caminhos pedagógicos para darmos conta de fato de uma escola para todos! E que a literatura seja viva na sociedade!!!! "
Assinado: Cecilia Pinheiro

E ficamos por aqui, sabendo que a Cecília tem dois livros publicados e outras tantas histórias guardadas. Aguardemos as próximas publicações.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Conversa com Vitor Nunes Caetano.

VI da Série: criamos um blog para colocar foco nestes professores que merecem admiração. Não são super herois nem super heroínas, nada disso, são professores da rede de ensino do Rio de Janeiro, que insistem em desconsiderar os obstáculos e as limitações e vão seguindo e inovando em sua prática; cada dia como se fosse o primeiro.Vamos conversar?

A nossa conversa de hoje é com o Professor Vitor Nunes Caetano, que você vai ver, circulou com muita desenvoltura em experiências pedagógicas muito legais e se mantém atento às inovações pedagógicas.


E começamos com um conselho bem direto aos novos professores.
- "Profissionalize-se. Especialize-se. Invista em melhorar a sua  formação e aí temos alguns caminhos a seguir: conhecimentos específicos da área de atuação, inclusão, uso de tecnologias e mídias,  educação ambiental e administração de conflitos. Dialogue com outros professores mais experientes.

Vitor formou-se Técnico em Agropecuária pela UFRRJ em 1982, e no ano seguinte trabalhou em um projeto chamado Uma horta em cada escola, que era patrocinado pelo Jornal do Brasil. 

De 1984 a 1988, ainda no JB, foi um dos co-autores do projeto Natureza Viva, promovendo nas escolas, atividades com horta, jardinagem, criação de frangos e coelhos,  plantio de árvores e discussões de temáticas ambientais, de cidadania. Vivíamos a ebulição das discussões ecológicas. Paralelo a isso cursou na Universidade Rural, a Licenciatura em Ciências Agrícolas, onde se formou em 1989. 

Após o término do Natureza Viva, trabalhou em escolas da rede particular com projetos de educação ambiental , nos moldes do trabalho que fazia pelo JB. Em duas escolas, atuou por 10 anos,  o Colégio ITU, em Bento Ribeiro e o Colégio Hélio Alonso, no Méier.

Em 1991, prestou concurso para a SEEDUC e foi trabalhar em um Colégio Agrícola, em Magé. Em 1995, prestou concurso para a SMERJ e a sua primeira escola foi a EM Itália, em Rocha Miranda, que na época estava sendo transformada em Escola Polo de Educação pelo Trabalho. Uma das atividades que desenvolvia era a de Técnicas Agrícolas; era também o tempo da implantação do currículo MULTIEDUCAÇÃO

Pelo município, participou de muitas capacitações ligadas ao trabalho com adolescentes e.uso de tecnologias e mídias. E isso foi decisivo por fazê-lo seguir por outras vias de trabalho. 

Outras formações foram importantes como a Especialização em Ensino de Ciências na UFF, mesmo sem ter concluído a monografia; cursou a Especialização em Informática aplicada à educação pela Souza Marques e a Especialização em Mídias na Educação pela UFRJ. Atualmente, é Mestrando do programa de pós-graduação em ensino de educação básica do Cap-UERJ.

Na SEEDUC, atuou como multiplicador do NTE (núcleo de tecnologia) durante 05 anos e hoje está lotado no CE Professor Ernesto Faria, como articulador pedagógico

Tem áreas de interesse bem específicas: educação ambiental, projetos de integração interdisciplinar,  atividades de cidadania,  tecnologia com crianças e adolescentes, projetos com rádio escolar,  jornal, animação, vídeo,  fotografia, ensino de ciências e, em suas palavras "É o território por onde gosto de navegar"

O que não dá para entender é o porquê desses projetos não estarem mais nas escolas. O do rádio é super importante e pode ser uma  iniciação profissional para muitos jovens. O da horta, agora que vivemos o momento dos alimentos orgânicos idem. O que se pode fazer para reativar, atualizar e por em prática essas ideias? Na opinião do Vitor, "a maior dificuldade em manter acesa a chama desses projetos está na natureza deles, que se contrapõe ao modo tradicional de ensinar, em termos de estratégias, metodologias, propostas diferenciadas de organização do tempo escolar. Esses projetos surgem da reflexão e o modo tradicional de ensinar não tem sido capaz de lidar com o desafio das aprendizagens desse tempo. Tais projetos surgem como resposta a isso e já demonstraram êxito. O problema surge quando se tenta conformar tais iniciativas ao currículo e aí elas se esvaem."


Uma informação bem importante de interesse coletivo: se houver escolas interessadas em desenvolver o projeto de rádio, ele está disposto a dar suporte. Deixamos aqui o convite aberto aos interessados.