Blog 3: Hora do lanche
Para a hora do lanche, uma provocação pedagógica para a Cecília
Pinheiro, sobre um escrito da Jaqueline Moss:
- "Reinventar a escola dialogando com a cidade e a
comunidade." - a pedagoga diz também que devemos buscar a concepção de
escola que interfere no mundo. Não há uma certa oposição entre as duas ideias?
Não há o risco de as pessoas entenderem que dialogar seja sinônimo de só
adaptar a escola à cidade e à comunidade? Você acha que reinventar a escola
deve começar pela sua escuta da comunidade e da cidade? O que a escola
levaria para esse diálogo, como proposta para o desenvolvimento das crianças?
Livre pensar...
“Sobre reinventar a escola e a citação da Jaqueline Mool, esta
foi uma questão que me levou a muitas e muitas reflexões, até pelo o que estou
vivendo na minha vida profissional. Acredito que o diálogo entre escola e
comunidade precisa existir e que é preciso desconstruir a visão de diálogo
somente como uma forma de reproduzir dentro da escola o que eles já vivem lá fora.
Isso para mim não é dialogar com a comunidade e sim, reproduzi-la, e muitas
vezes didatizá-la.
Quando falamos em ouvir a comunidade pensamos logo em algo fora do muro da escola e às vezes esquecemos que lá dentro da escola já atendemos a comunidade, os alunos, os pais, os funcionários que moram na escola. Ouvir estes sujeitos nos dá muita indicação do que pensam e sobre como agem em sua comunidade.
Reinventar a escola para mim, começa com a escuta das pessoas
que compõem aquela escola, afinal escola são pessoas e só é possível mudança, quando
estas pessoas mudam.
Quando se abrem escutas no ambiente escolar, muitas situações
da comunidade e da cidade surgem e aí entra a intervenção coletiva: o que nós,
enquanto escola podemos fazer? E muitas ideias surgem e então não se delimita a
escola somente como espaço de aprendizagem; ele se amplia e o dialogo
efetivamente acontece...
Reinventar para mim não é somente levar o contexto da comunidade para a sala de aula e sim buscar na escola, formas para agir efetivamente sobre este contexto e isso constrói nos alunos uma identidade cidadã de fato; muitos passam de agentes de observação da realidade para agentes de transformação. Isso é fazer uma educação emancipatória! É isso que venho buscando, pois, a proposta de educação, como ferramenta emancipatória amplia a ação, gerando reflexos para a comunidade e para a cidade. ”
Reinventar para mim não é somente levar o contexto da comunidade para a sala de aula e sim buscar na escola, formas para agir efetivamente sobre este contexto e isso constrói nos alunos uma identidade cidadã de fato; muitos passam de agentes de observação da realidade para agentes de transformação. Isso é fazer uma educação emancipatória! É isso que venho buscando, pois, a proposta de educação, como ferramenta emancipatória amplia a ação, gerando reflexos para a comunidade e para a cidade. ”
É um lindo e longo caminho, que se pode fazer com
alegria, penso eu.
Voltando um pouquinho sobre o diálogo escola X comunidade.
O lixo na comunidade tem nos deixado muito incomodados. Primeiramente, nós do Núcleo
do Projeto Independência*, fomos à rua, conversamos com algumas pessoas, pegamos
telefones dos responsáveis pela coleta e agora estamos mobilizando os alunos
para levar esta conscientização para suas casas. Eles irão escrever cartas para
os órgãos responsáveis, questionando a regularidade da coleta e produzir
panfletos de conscientização para distribuirmos no bairro.
Nota da entrevistada sobre o que é o Núcleo e o Projeto Independência.
"O Núcleo do Projeto Independência foi formado em julho deste ano e foi
formado por professores que desejaram fazer parte do projeto Independência O
Núcleo hoje é composto de 06 pessoas, que são: um representante da Secretaria de Educação de
Petrópolis, um representante de uma universidade local e a equipe gestora da
escola
O Projeto Independência visa a uma reconfiguração da prática escolar, partindo da autonomia, do rompimento da ideia de seriação e do repensar práticas de avaliação."
O Projeto Independência visa a uma reconfiguração da prática escolar, partindo da autonomia, do rompimento da ideia de seriação e do repensar práticas de avaliação."


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